Um blog de Joaquim Gagliardini Graça

terça-feira, novembro 30, 2004

O Maradona

resolveu abrir o seu espaço ao público em geral. Quem quiser aceder ao blog tem o login e a password logo ao início.
Eu fui o primeiro.

Ischgl - Tirol - Áustria







sexta-feira, novembro 26, 2004

Sentença judicial

"O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de tocaia em uma moita de mato , sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará.
Elle não conseguiu matrimônio porque ella gritou e veio em assucare della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante.
Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.
CONSIDERO que o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ella e fazer chumbregâncias, coisas que só marido della competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana; que o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas; que Manoel duda é um sujetio perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele,
amanhan está metendo medo até nos homens.
CONDENO o cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE.
A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa. Nomeio carrasco o carcereiro.
Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.
Manoel Fernandes dos Santos, Juiz de Direito.
Vila de Porto da Folha (Sergipe) 15 de outubro de 1833."

O túnel

As obras no túnel do Marquês recomeçaram, como já se sabia que iriam recomeçar mais cedo ou mais tarde. Depois de fazer a vida negra a milhares de pessoas que circulam naquela zona, de quase pôr fora do mercado todos os comerciantes da zona e contribuir para o desemprego de muita gente durante estes nove meses, o José Sá Fernandes, advogado vedeta e com sede de protagonismo, veio à televisão dizer que tinha a sensação do dever cumprido. O que este senhor merecia era passar umas tardes a chupar os tubos de escape dos milhares de veículos de quem sofreu com esta sua brincadeira e, já agora, um processozinho por perdas e danos para ver se pára de vez com esta sua mania egocêntrica de lixar a vida às pessoas.

quinta-feira, novembro 25, 2004

GANDA CONCERTO

da banda deste gajo, ontem, no Santiago Alquimista. Esperam-se altos vôos para o dotado baixista.

terça-feira, novembro 23, 2004

O empregado que queria ser patrão

Depois de ouvir a administração e o ex-director de informação da RTP ontem, na A.R., podemos chegar às seguintes conclusões:

1 - Nunca existiu qualquer pressão ou interferência por parte da tutela na dita empresa. Este facto foi confirmado pelas duas partes.
2 - Ir à A.R. prestar esclarecimentos de um acto de pura gestão empresarial é um mau princípio.
3 - Existem três critérios na escolha de correspondentes da RTP no exterior: editorial, de representação e de gestão.
4 - Destes três, apenas o critério editorial é da responsabilidade do Director de Informação
5 - Nos concursos relativos à parte editorial apenas se deve concluir se os concorrentes são aptos ou não. Não se deve criar uma classificação ou ordenação de valor entre os concorrentes.
6 - A administração escolheu o concorrente para a delegação de Madrid tendo em conta os três critérios acima referidos.
7 - Este foi o único concurso em que as duas partes não estiveram de acordo.
8 - O director de informação é apenas um empregado da empresa. Sujeita-se, como todos os outros, às deliberações da sua administração. Cabe-lhe respeitar as decisões desta e não fazer birras sobre assuntos para os quais não tem competência.

Já agora...

Quem zela pela isenção e imparcialidade da A.A.C.S?

sexta-feira, novembro 19, 2004

Depois sou eu que tenho má vontade...

Mário Soares ontem, no Porto, onde participou numa conferência dedicada aos 30 anos do 25 de Abril:

«Se não estivéssemos na União Europeia, já tínhamos um golpe militar há muito tempo. Era inevitável, não temos porque não é possível, mas não podemos deixar continuar a correr as coisas. Nesse caso vamos assistir a revoltas, a um mal-estar que passa a ser incontrolável na sociedade portuguesa»

No comments...

A notícia completa está aqui.

quinta-feira, novembro 18, 2004

Fuga isolada

Um condutor de Vila do Conde acusou, no passado dia 3 de Novembro, uma taxa de alcoolemia de 9,42 g/l. Este valor estabelece um novo recorde mundial da categoria. Decididamente, não estamos mesmo no pelotão da frente. Isto é claramente uma fuga isolada ao melhor estilo de Lance Armstrong.

PS: Gostei, particularmente, da reconstituição televisiva com a câmara desfocada dentro de um veículo em circulação. Jornalismo de primeira linha.

Moral

Este post da vieira do mar resume, na perfeição, tudo aquilo que penso sobre o caso do soldado americano que matou o soldado iraquiano a sangue frio.

quarta-feira, novembro 17, 2004

The Corrs

Estiveram muito bem, ontem, no Pavilhão Atlântico. Só não se compreende como é que se organiza um concerto destes com plateia sentada. Mesmo assim, valeu a pena. O talento está lá e as meninas são, de facto, muito giras.




segunda-feira, novembro 15, 2004

Foi preciso eu ir ao estádio...

para o Pinilla marcar um golo!!!

sexta-feira, novembro 12, 2004

Fortalecimento...

Segui ontem, com alguma atenção, a entrevista de MST ao Clube de Jornalistas na 2. Confirma-se que o homem não tem papas na língua. Disse mal do grupo PT, do Luís Delgado e do ministro Morais Sarmento, entre outros. Falou da censura e das pressões. Até aqui tudo bem. Já estamos habituados ao seu estilo e, para ser sincero, ele acerta muitas vezes. Como diz mal de tudo e todos é difícil enganar-se sempre. O que me espantou foi quando lhe perguntaram acerca da TVI e do desaguisado com a Manuela Moura Guedes.
Em relação à TVi disse que a estratégia de Paes do Amaral acabou por reforçar a independência da estação. A TVI saíu fortalecida de todo este processo envolvendo MRS.
Logo, Paes do Amaral é um excelente gestor e a saída de MRS fortaleceu a estação.
Em relação a Manuela Moura Guedes, ficou encavacado, riu-se e disse: "Não houve nada de especial. Eu apenas lhe pedi para me deixar acabar uma frase."
Será que a tal "cultura de patrões na imprensa" lhe pesou na consciência? Ou no bolso? É que como o próprio diz, precisa que lhe paguem para viver do jornalismo.

Bom dia!







quarta-feira, novembro 10, 2004

A democracia e a Velha Europa

Voltando de novo à Europa dos iluminados que põe em causa o sistema eleitoral americano, deixem-me que lhes diga umas coisas.
Nem republicanos nem democratas querem mudar o sistema. Este agrada a todos menos à Europa dos Zapateros, Chiracs, Schroeders e afins. Mas esses, infelizmente, não mexem uma palha em relação ao que quer que seja. Vivem um modelo social falido e condenado, não investem na sua defesa e são incapazes de proteger os seus cidadãos do mundo e deles próprios. Investem pouco na educação e investigação. Antes criam agendas como a de Lisboa. Desprezam a autoridade pois esta é, para estes, um factor obrigatoriamente oposto à tolerância.
Talvez por isto a verdadeira América, conservadora, religiosa, de trabalho e progresso se esteja positivamente nas tintas para o que estes senhores pensam. Porque é a história, porque foi assim que se formaram e sabem que este é o único caminho para a democracia se manter forte. Princípios básicos como o da luta contra terroristas e ditaduras sanguinárias ou da defesa dos seus aliados. Todos estes factores estão enraízados num ambiente multi-cultural e multi-racial que os une e motiva.
Talvez um dia, quando a Velha Europa der lugar à Nova Europa, a situação mude.
Até que o fantasma da última grande guerra desapareça a situação não irá mudar. O pior é que os que tanto sangue derramaram e as maiores guerras criaram são aqueles que teimam em não aprender...

Ainda a velocidade...

Leio hoje, em vários jornais, mais um estudo do LNEC sobre a velocidade média praticada pelos condutores portugueses nas diversas estradas. Nos IP e IC a velocidade média dos ligeiros subiu de 94Km/h para 105 Km/h (acima do máximo permitido por lei). No caso dos pesados esta é de 94 Km/h, claramente acima dos limites de velocidade que poderão ser de 70 ou 80 Km/h, conforme o tipo de veículo. Já nas cidades, a velocidade média dos condutores é de 63 Km/h, ou seja, 13 Km/h acima dos limites legais, sendo que 78% dos veículos circulam em excesso de velocidade.

Fazendo uma análise simples destes números e da conjuntura presente podemos chegar a algumas conclusões:

1) os limites de velocidade mantêm-se (em alguns casos como nas cidades e povoações diminuíram) desde o tempo do Salazar. As estradas e os todos os veículos que nelas circulam melhoraram significativamente. Isto não quer dizer que não tenhamos más estradas ou auto-estradas. A A8 é um belo exemplo do que não deve ser feito. O IP4 e o IP5, igualmente perigosos, passam também por uma questão de prudência. Cumpram-se os limites e todas as indicações e o perigo é relativo.

2) Vivemos neste país com a forte convicção que a maior parte dos acidentes de deve ao consumo de alcoól ou ao excesso de velocidade, passando-se ao lado do que verdadeiramente interessa: a falta de educação e civismo de quem guia. Começa nas escolas primárias e pouco ou nada tem sido feito. As cenas de pancadaria no trânsito e o comportamento símio de muitos que se sentam ao volante é reflexo de uma educação pobre ou inexistente. Não há nada que afecte mais o automobilista português que ser ultrapassado. Parece que levou uma facada no coração. É a humilhação suprema perante a mulher e os filhos ou perante ele próprio. Muitos resistem heroicamente na faixa da esquerda pensando para si: "aguenta, qu'eu tamém aguentei nove meses pa nacer".

3) Enquanto não perceberem que os limites legais de velocidade nas estradas estão completamente desajustados da realidade a situação não vai mudar. Eu, tal como 80% dos portugueses, não cumpro os limites de velocidade. Acho-os estúpidos e desajustados da realidade. Não me vão convencer a andar a 50 Km/h no Campo Grande da mesma maneira que não me convencem a andar a 120 Km/h nas auto-estradas. São limites que estão demasiado longe da realidade para que possamos cumpri-los.

4)A velocidade a que se circula deverá ter em conta diversos factores tais como as condições dos veículos, das estradas, meteorológicas, a experiência, o talento e o estado físico e mental de quem conduz. Muitas vezes circula-se em excesso de velocidade estando-se abaixo dos limites legais.

5) As escolas de condução cumprem um mau serviço. Ensinam mal e, principalmente, ensinam pouco. Não ensinam os futuros condutores a guiar em más condições atmosféricas, a medir distâncias numa ultrapassagem ou a controlar os veículos em situações limite ou de emergência. No entanto, chumbam quem não souber arrumar um carro à primeira. Isso sim, é importante.

6) As autoridades também não ajudam. Em lugar da lógica preventiva continuam a preferir a repressiva. O espírito do geninho escondido atrás da moita, cheio de radares ou com carros disfarçados numa de apanhar (à porco) o criminoso condutor que vai a 53 Km/h numa via de 3 faixas, melhor que muitas auto-estradas deste país. Tratassem de se apresentar bem visíveis nas estradas e locais potencialmente mais perigosos e veriam resultados bem mais satisfatórios.

7) Em relação ao alcool, concordo com todas as acções preventivas e repressivas. É uma das causas principais e não se pode mesmo facilitar. E acho que as penas deveriam mesmo ser mais radicais. Ou isso ou então criar cursos de condução para pessoas embriagadas. Acreditem que esgotavam as matrículas.

terça-feira, novembro 09, 2004

Tantos dentes!



Radio42

É a melhor rádio que existe na net. Façam o favor de ouvir e carregar nos banners porque os miúdos precisam da nossa ajuda.

sexta-feira, novembro 05, 2004

Prudência e caldos de galinha

O comandante e a hospedeira da Air Luxor detidos no passado dia 24 de Outubro na Venezuela, por suspeitas de tráfico de droga, já foram libertados. O outro piloto ainda continua preso. Sem querer estar a ferir susceptibilidades, só fica espantado com esta situação quem anda a dormir. Quando tomei conhecimento do plano de vôo o meu pensamento direccionou-se imediatamente para o tráfico de droga. Um jacto pequeno e rápido, vai à Venezuela e volta, fazendo escala em Cabo Verde. Sei que a tripulação não tem culpa e acredito na sua inocência. A PJ vem agora apresentar provas de conversas telefónicas de uma das passageiras agora detidas. Cheirava a esturro desde o princípio. Mesmo assim, a Air Luxor não se preocupou e fez o vôo à mesma. Prudência e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém...

O Arafat...

não me vai deixar saudades.

quarta-feira, novembro 03, 2004

Vou gostar de ver...

as reacções de alguns líderes europeus aos resultados destas eleições.

terça-feira, novembro 02, 2004

Nicola Conte

Este disco é o primeiro do autor na Blue Note e é imprescindível!



These Foolish Things

A cigarette that bears a lipstick’s traces,
An airline ticket to romantic places,
And still my heart has wings...
These foolish things remind me of you.

A tinkling piano in the next apartment,
Those stumbling words that told you what my heart meant,
A fairground’s painted swings...
These foolish things remind me of you.

You came, you saw,
You conquered me.
When you did that to me,
I knew somehow this had to be.

The winds of march that made my heart a dancer,
A telephone that rings,
And who’s to answer?
Oh, how the ghost of you clings...
These foolish things remind me of you.

The first daffodil and long excited cables,
And candle lights on little corner tables,
And still my heart has wings...
These foolish things remind me of you.

The park at evening when the bell has sounded,
The ’ile-de-france’ with all the gulls around it,
The beauty that is spring’s...
These foolish things remind me of you.

How strange, how sweet
To find you still,
These things are dear to me,
They seem to bring you near to me.

The sigh of midnight trains in empty stations,
Silk stockings tossed aside, dance invitations.
Oh, how the ghost of you clings!
These foolish things remind me of you...

These foolish things remind me of you.

(strachey/marvell/link)

segunda-feira, novembro 01, 2004

Digam o que disserem...

o Algarve tem um clima invejável. Mesmo em Novembro dá para apanhar sol e tomar banho enquanto chove e neva no resto do país! E com Espanha ali ao lado, nada nos impede de passar por Villablanca e comer as melhores costeletas de borrego, lombinhos de porco e pimentos da península ibérica a um preço bem modesto. Já agora, aproveito para reafirmar que o GIV (Groove in Vitro), em Albufeira, continua a ter a melhor música que já vi em qualquer bar ou discoteca portugueses. Não admira, por isso, estar cheio o ano inteiro. Além de tudo, são simpáticos e os copos são muito bem servidos. Se algum dia decidirem abrir uma filial em Lisboa será sucesso certo.