Um blog de Joaquim Gagliardini Graça

quinta-feira, outubro 16, 2008

Biased

Pergunta Miguel Frasquilho num post acerca da trapalhada de entrega do OE 2009:

O que teria acontecido se uma situação deste género tivesse ocorrido, por exemplo, durante o Governo liderado por Pedro Santana Lopes?..

Não é que o assunto seja importante mas os "casos" da altura também não e depois viu-se.

Paranóia

Sou perseguido por senhores de risco ao meio que fizeram carreira a treinar juniores.


PS: O Rodrigo gosta do Queiroz apesar de o considerar um treinador com azar. Já o "Mourinho é um treinador com sorte. Ganha e ninguém percebe muito bem como."

Ninguém não. Só os que gostam do Queiroz.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Viva a crise

Para aqueles que não têm dinheiro suficiente para se preocupar com o que está no banco e que não estão endividados a crise acaba por ser positiva.
Quem trabalha no imobiliário deve acreditar, verdadeiramente, na bondade e necessidade da correcção que tem vindo a acontecer nos mercados e que deverá continuar até que os valores se adeqúem à realidade das economias.
Pelo meio da crise, desaparecerão milhares de empresas geridas por chicos espertos inqualificados e/ou sem escrúpulos e o petróleo continuará a baixar.
Podia ser pior.

terça-feira, setembro 30, 2008

Chumbo

O que acontecerá se o plano de salvação americano não for aprovado no espaço de três meses? Sabe-se que este cenário é pouco provável e que, mais dia menos dia, deverá ser aprovado, mas será assim tão negativo um chumbo prolongado?
Por que razão não se empresta dinheiro em lugar de se comprar activos duas e três vezes acima do real valor de mercado?
Não será mais prudente deixar o mercado separar o trigo do joio, dando um claro sinal aos gestores financeiros de que as consequências dos seus actos não serão amparadas pelos contribuintes no futuro?
A "bolha" dos mercados imobiliários acontece por culpa de todos os agentes que neles actuam. Promotores com margens inacreditáveis, taxas de juro artificialmente baixas, bancos gananciosos, analistas de risco incompetentes e consumidores inconscientes que insistem em viver, claramente, acima das suas possibilidades. A correcção que agora se verifica é, ainda, claramente insuficiente para ajustar o mercado ao real valor dos imóveis que existem em excesso. Invertê-la através de mais expedientes artificiais que nos oneram a todos não resolverá o problema no futuro, adiando uma catástrofe ainda maior.
Deverão os cumpridores pagar pelos erros desta gente?
A queda abrupta do preço do crude nos mercados internacionais demonstra que nem todas as consequências da não intervenção são más.

segunda-feira, setembro 29, 2008

10





Parece que foi ontem.

Parece que é desta


"SUMMARY OF THE “EMERGENCY ECONOMIC STABILIZATION ACT OF 2008”

I. Stabilizing the Economy
The Emergency Economic Stabilization Act of 2008 (EESA) provides up to $700 billion to the Secretary of the Treasury to buy mortgages and other assets that are clogging the balance sheets of financial institutions and making it difficult for working families, small businesses, and other companies to access credit, which is vital to a strong and stable economy. EESA also establishes a program that would allow companies to insure their troubled assets.

II. Homeownership Preservation
EESA requires the Treasury to modify troubled loans – many the result of predatory lending practices – wherever possible to help American families keep their homes. It also directs other federal agencies to modify loans that they own or control. Finally, it improves the HOPE for Homeowners program by expanding eligibility and increasing the tools available to the Department of Housing and Urban Development to help more families keep their homes.

III. Taxpayer Protection
Taxpayers should not be expected to pay for Wall Street’s mistakes. The legislation requires companies that sell some of their bad assets to the government to provide warrants so that taxpayers will benefit from any future growth these companies may experience as a result of participation in this program. The legislation also requires the President to submit legislation that would cover any losses to taxpayers resulting from this program from financial institutions.

IV. No Windfalls for Executives
Executives who made bad decisions should not be allowed to dump their bad assets on the government, and then walk away with millions of dollars in bonuses. In order to participate in this program, companies will lose certain tax benefits and, in some cases, must limit executive pay. In addition, the bill limits “golden parachutes” and requires that unearned bonuses be returned.

V. Strong Oversight
Rather than giving the Treasury all the funds at once, the legislation gives the Treasury $250 billion immediately, then requires the President to certify that additional funds are needed ($100 billion, then $350 billion subject to Congressional disapproval). The Treasury must report on the use of the funds and the progress in addressing the crisis.
EESA also establishes an Oversight Board so that the Treasury cannot act in an arbitrary manner. It also establishes a special inspector general to protect against waste, fraud and abuse.


Fonte: Este sumário e a versão completa da proposta podem ser encontrados no House Committee on Financial Services

sexta-feira, setembro 26, 2008

O Vómito

Teresa de Sousa escreve hoje no Público uma crónica que faz o Rui Tavares parecer um menino do Coro de Viena. Ao lançar um ataque violento e radical ao carácter de McCain, escreve um texto ao nível dos melhores vómitos com que Ana Gomes já nos presenteou.

Termina assim:

"Mas começa a perceber-se que John McCain parece cada vez mais um herói cheio de medo."