Um blog de Joaquim Gagliardini Graça

sexta-feira, maio 04, 2007

The usual

Este post do Daniel Oliveira não passa de mais uma tentativa desesperada de justificar uma derrota com uma mentira.
Comparar Sarkosy ao xenófobo Le Pen é uma atitude nojenta, desonesta e muito pouco inteligente.
Vindo de quem vem não seria de esperar outra coisa.

Perder o Norte

O JN tem dedicado esta semana uma série de artigos ao problema da crise que atravessa o norte do país.

«Há vinte anos, o Norte ostentou o título de uma das dez regiões mais industrializadas da Europa, lembra Valente de Oliveira numa entrevista a publicar amanhã; em 2004 (últimos dados disponíveis), estava em quarto lugar, mas no ranking das mais pobres e a uma distância cada vez maior dos parceiros europeus. Entre os Quinze, só três regiões (todas elas gregas) produzem menos riqueza por habitante.

A completa reviravolta no nível de vida das populações também é óbvia quando se olha só para Portugal. Há uma década, o Norte estava à frente do Centro e Açores e empatado com o Alentejo; em 2004 foi, de longe, a que menos riqueza por habitante produziu.

Tão sustentada tem sido a decadência económica dos últimos anos, com impacto directo na qualidade de vida das gentes, que há investigadores a duvidar da sua capacidade de recuperação. É já claro que acabou o modo de vida que fez do Norte a região mais rica de Portugal. O que se segue pode ser uma espiral de perda, da qual dificilmente se sairá. Ou uma nova filosofia de trabalho que volte a fazer do Norte um motor económico do país» (JN 01/05/2007)


Parece que o tempo do trabalho infantil, dos cartões de 15 minutos mensais para fazer as necessidades, dos Ferraris e das descargas no Vale do Ave está a acabar.
Ficam os bons empresários que, como sempre disse, não são tantos como isso.

No minha casa mandam vocês

Os direitos dos não fumadores estão garantidos a partir do momento em que ninguém os obriga a fumar ou a frequentar sítios onde tal é permitido. Os direitos dos fumadores também estão salvaguardados pois são livres de não frequentar sítios em que o consumo seja proibido.
Independentemente de posições mais ou menos fundamentalistas em relação ao tabaco, o que a nova lei representa é um atropelo brutal ao direito de propriedade de cada indivíduo e à sua capacidade de optar pela solução que mais lhe agrade para o seu estabelecimento. É isto e apenas isto que está em questão. O resto são tretas.

quinta-feira, maio 03, 2007

Um novo fôlego

No debate de ontem, Ségolène Royal defendeu menos trabalho, mais estado, mais impostos mas muito, muito diálogo. Segundo a própria, só depois de dialogar com os parceiros sociais saberá quanto, quando e onde irá gastar ou arrecadar receitas. Não tem uma ideia definida para a segurança a não ser colocar polícias a tomar conta de outros polícias. Quer contratar mais gente para os hospitais apesar de não saber como os irá pagar e de ter vetado tal aumento nos últimos quatro anos. Quer alterar a lei da S. Social mas não sabe bem como pagar mais reformas antecipadas que defende. Quer energias alternativas mas não sabe em que quantidades e não se compromete com o nuclear.
Nicolas Sarkosy representa o oposto de tudo isto, parecendo claro que os franceses compreenderam a sua mensagem de menos estado, menos impostos e mais trabalho, preparando-se para lhe dar a vitória no próximo Domingo, para tristeza generalizada da imprensa europeia que tem apoiado de forma incansável a candidata socialista.
Esta vitória será, em primeiro lugar, um bem para a França, mas representará também uma viragem para uma Europa mais atlântica, trabalhadora, pragmática e menos passiva e relativista em relação a si própria e ao exterior.

Um mundo melhor

Por questões de saúde pública, venho pelo presente implorar ao Carlos Daniel e aos responsáveis da RTP que tenham um pingo de humanidade e corram de vez com o cretino do Rui Oliveira e Costa do programa Trio d'Ataque. A quantidade de asneiras que sai da boca do animal chega-me a fazer pensar que a Ana Gomes, afinal, nem é assim tão burra como isso. Ora a probabilidade de isto ser verdade é, como saberá o mestre das estatísticas, bastante menor que sair o zero no totoloto ou ver as praias do Algarve evacuadas por causa de uma onda gigante.

Lisboa

Parece óbvio que a decisão de Marques Mendes, ao defender eleições intercalares na CML, só peca por tardia. Há muito que esta cidade está abandonada por um executivo incompetente e inoperante (para não dizer criminoso), coadjuvado por uma oposição oportunista que, excepção feita ao vereador do BE, se tem recusado a pedir eleições por questões meramente tácticas.
Resta agora saber se estas se irão estender à Assembleia Municipal (como manda o bom senso) e quais serão os protagonistas escolhidos por Sócrates, Mendes e Portas para a tão pouco apetecível tarefa que se avizinha.
Tenho como certo que a decisão final passará pela surpresa (ou não) que Sócrates tirar da manga, bastando-lhe escolher uma personagem pouco polémica e com alguma credibilidade para conquistar o poder com a tranquilidade tão apregoada pelo atrasado mental do treinador do meu clube.

quarta-feira, maio 02, 2007

Cane's Neck


Mais do que estar sempre a olhar para o chão, o que impressiona na personagem é o facto de não conseguir manter o pescoço direito, fazendo lembrar o saudoso David Niven no seu papel de Sir Charles Lytton.