Um blog de Joaquim Gagliardini Graça

quinta-feira, abril 12, 2007

Poder pode...



Ruben de Carvalho, Joana Amaral Dias e Medeiros Ferreira deixaram de ser colunistas do "Diário Notícias". A lista de colunistas ideologicamente indesejados pela nova direcção pode ser maior.

Mas parece que, entretanto, o director recebeu um "esclarecimento" telefónico e as coisas já estão mais calmas por aquelas bandas.

PS: Por falar em purificação ideológica, gostaria que o Daniel explicasse se também engloba o Pedro Mexia e o Luciano Amaral na tal lista de ideologicamente indesejados. (via PPM)

Desde pequenino



Ainda o jovem deambulava por Alijó...

Cartão jovem

Eu sei que JPP já não vai para novo, mas considerar as mentiras de um deputado de 36 anos um deslumbramento da sua juventude é esticar um bocadinho a corda.

Quem não deve não teme

Relacionar uma investigação recente com o que se passou há 11 anos numa Universidade (que só naquela cabeça pode ter sido considerada exemplar) é demagogia pura. Alguém acredita que, com os registos académico e biográfico imaculados, o Primeiro-Ministro não teria defendido de imediato a sua honra?

Esclarecidos

O importante da entrevista do Primeiro-Ministro foi perceber que se meteu em todas estas trapalhadas com o único propósito de terminar uma licenciatura que lhe daria acesso a uma profissão que nunca pretendeu exercer.

terça-feira, abril 10, 2007

Telhados de vidro

O silêncio da oposição em relação à forjada licenciatura de José Sócrates só pode ser justificado pela existência de casos semelhantes nos outros partidos. A promiscuidade entre a política e o ensino superior privado, vai muito além de alunos, professores e canudos. É a propriedade das próprias cooperativas e a atribuição das licenças que levantam as maiores suspeitas.
Independentemente das justificações que possa vir a dar, a credibilidade do primeiro-ministro está ferida de morte pelo silêncio das últimas semanas em relação às acusações que lhe têm vindo a ser feitas, às confusões e mentiras provadas por factos.

Por vivermos num país com uma percentagem assustadoramente baixa de licenciados, em que os títulos fazem realmente diferença no tratamento recebido, quer seja no trabalho, quando vamos ao banco ou na mercearia da rua, a inveja mesquinha do povo gera o tradicional sentimento desculpabilizante em relação ao nosso primeiro-ministro. É o conforto dos iliterados que vêem no governante um seu semelhante, desvalorizando a formação e o conhecimento como factor de sucesso profissional e a mentira como inevitabilidade de um povo habituado a viver na mediocridade.

Quando perceber que é imperioso investir na educação pelas razões certas e não pela obtenção de qualquer canudo como factor de prestígio ou de acesso a determinado lugar, talvez o país acorde para uma vida que lhe foge a cada minuto que passa.
A maneira como Cavaco Silva vier a tratar este assunto revelar-se-à um bom indicador do que nos espera.

Primavera



Invariavelmente, chegadas as últimas jornadas do campeonato, as arbitragens à benfica aparecem em todo o seu esplendor.
Penalties ridículos e expulsões perdoadas fazem já parte do cardápio habitual da época, culminando com o padrasto da mariana no topo da lista de melhores marcadores.
O silêncio do kadhafi dos pneus (homem que só arbitragens como a de ontem conseguem calar) leva-me a desconfiar que ainda vamos ter uma jornada no Estádio do Algarve.

Foto: O Jogo