Afinal de contas, parece que Cavaco Silva (ou Sr. Silva como lhe chama carinhosamente Alberto João Jardim) veio desmentir a sua aposta numa maioria absoluta do PS nas eleições de dia 20.
É que "como reconheceu ao Público um colaborador do ex-primeiro-ministro aquilo é o que Cavaco pensa, mas não pode dizer porque o PSD não entenderia a sua posição. "Ele não é o Freitas", diz o mesmo colaborador, salientando que Cavaco tem as suas convicções, ou seja, que não muda de partido."..."Quanto à actual campanha, Cavaco tem mantido o silêncio e "quer continuar a mantê-lo", afirma o mesmo colaborador do antigo primeiro-ministro".
Está claro que Cavaco Silva não é Freitas do Amaral. Por muito que critique este último, reconheço-lhe a honestidade de dar a cara pelas suas posições e de não se acobardar atrás de uma candidatura.
Quem continua sem papas na língua é Alberto João Jardim que, desta vez, até tem razão. Se pedir a maioria absoluta (seja o próprio ou através dos seus "colaboradores") para o PS não é motivo de expulsão então não sei o que será. Já não lhe bastava a história do cartaz...
Um blog de Joaquim Gagliardini Graça
quarta-feira, fevereiro 09, 2005
Mente desmente
sexta-feira, fevereiro 04, 2005
quinta-feira, fevereiro 03, 2005
quarta-feira, fevereiro 02, 2005
A pujança do PND
Notícia publicada ontem no jornal Público
Monteiro Deixa Entrevista a Meio
Manuel Monteiro, presidente do Partido da Nova Democracia (PND), esteve ontem ao meio-dia, nos estúdios da RTP-N, em Lisboa, sentou-se em frente ao entrevistador e no momento em que se preparava para ser entrevistado em directo levantou-se, entregou o microfone e abandonou as instalações. Não sem antes deixar o seu protesto pela discriminação que alega que o PDN tem sido alvo ao longo da pré-campanha. Em declarações ao PÚBLICO, Monteiro disse que "a televisão pública não pode ter um canal para os partidos de primeira e um canal para os partidos de segunda". "É extraordinário que os partidos considerados de primeira tenham presença nos telejornais da 20 horas, enquanto os partidos de segunda são convidados para telejornais ao meio-dia", criticou. A RTP-N iniciou ontem uma série de entrevistas com os presidentes dos partidos sem representação parlamentar. Monteiro afirma que lamenta os embaraços que causou ao jornalista, mas sustenta que não podia ser conivente com mais uma "iniciativa discriminatória". "Aquilo que eu fiz pretende ser uma chamada de atenção para a necessidade de se reflectir sobre esta matéria", referiu. M.G.