Estiveram muito bem, ontem, no Pavilhão Atlântico. Só não se compreende como é que se organiza um concerto destes com plateia sentada. Mesmo assim, valeu a pena. O talento está lá e as meninas são, de facto, muito giras.

Um blog de Joaquim Gagliardini Graça
quarta-feira, novembro 17, 2004
The Corrs
segunda-feira, novembro 15, 2004
sexta-feira, novembro 12, 2004
Fortalecimento...
Segui ontem, com alguma atenção, a entrevista de MST ao Clube de Jornalistas na 2. Confirma-se que o homem não tem papas na língua. Disse mal do grupo PT, do Luís Delgado e do ministro Morais Sarmento, entre outros. Falou da censura e das pressões. Até aqui tudo bem. Já estamos habituados ao seu estilo e, para ser sincero, ele acerta muitas vezes. Como diz mal de tudo e todos é difícil enganar-se sempre. O que me espantou foi quando lhe perguntaram acerca da TVI e do desaguisado com a Manuela Moura Guedes.
Em relação à TVi disse que a estratégia de Paes do Amaral acabou por reforçar a independência da estação. A TVI saíu fortalecida de todo este processo envolvendo MRS.
Logo, Paes do Amaral é um excelente gestor e a saída de MRS fortaleceu a estação.
Em relação a Manuela Moura Guedes, ficou encavacado, riu-se e disse: "Não houve nada de especial. Eu apenas lhe pedi para me deixar acabar uma frase."
Será que a tal "cultura de patrões na imprensa" lhe pesou na consciência? Ou no bolso? É que como o próprio diz, precisa que lhe paguem para viver do jornalismo.
quarta-feira, novembro 10, 2004
A democracia e a Velha Europa
Voltando de novo à Europa dos iluminados que põe em causa o sistema eleitoral americano, deixem-me que lhes diga umas coisas.
Nem republicanos nem democratas querem mudar o sistema. Este agrada a todos menos à Europa dos Zapateros, Chiracs, Schroeders e afins. Mas esses, infelizmente, não mexem uma palha em relação ao que quer que seja. Vivem um modelo social falido e condenado, não investem na sua defesa e são incapazes de proteger os seus cidadãos do mundo e deles próprios. Investem pouco na educação e investigação. Antes criam agendas como a de Lisboa. Desprezam a autoridade pois esta é, para estes, um factor obrigatoriamente oposto à tolerância.
Talvez por isto a verdadeira América, conservadora, religiosa, de trabalho e progresso se esteja positivamente nas tintas para o que estes senhores pensam. Porque é a história, porque foi assim que se formaram e sabem que este é o único caminho para a democracia se manter forte. Princípios básicos como o da luta contra terroristas e ditaduras sanguinárias ou da defesa dos seus aliados. Todos estes factores estão enraízados num ambiente multi-cultural e multi-racial que os une e motiva.
Talvez um dia, quando a Velha Europa der lugar à Nova Europa, a situação mude.
Até que o fantasma da última grande guerra desapareça a situação não irá mudar. O pior é que os que tanto sangue derramaram e as maiores guerras criaram são aqueles que teimam em não aprender...
Ainda a velocidade...
Leio hoje, em vários jornais, mais um estudo do LNEC sobre a velocidade média praticada pelos condutores portugueses nas diversas estradas. Nos IP e IC a velocidade média dos ligeiros subiu de 94Km/h para 105 Km/h (acima do máximo permitido por lei). No caso dos pesados esta é de 94 Km/h, claramente acima dos limites de velocidade que poderão ser de 70 ou 80 Km/h, conforme o tipo de veículo. Já nas cidades, a velocidade média dos condutores é de 63 Km/h, ou seja, 13 Km/h acima dos limites legais, sendo que 78% dos veículos circulam em excesso de velocidade.
Fazendo uma análise simples destes números e da conjuntura presente podemos chegar a algumas conclusões:
1) os limites de velocidade mantêm-se (em alguns casos como nas cidades e povoações diminuíram) desde o tempo do Salazar. As estradas e os todos os veículos que nelas circulam melhoraram significativamente. Isto não quer dizer que não tenhamos más estradas ou auto-estradas. A A8 é um belo exemplo do que não deve ser feito. O IP4 e o IP5, igualmente perigosos, passam também por uma questão de prudência. Cumpram-se os limites e todas as indicações e o perigo é relativo.
2) Vivemos neste país com a forte convicção que a maior parte dos acidentes de deve ao consumo de alcoól ou ao excesso de velocidade, passando-se ao lado do que verdadeiramente interessa: a falta de educação e civismo de quem guia. Começa nas escolas primárias e pouco ou nada tem sido feito. As cenas de pancadaria no trânsito e o comportamento símio de muitos que se sentam ao volante é reflexo de uma educação pobre ou inexistente. Não há nada que afecte mais o automobilista português que ser ultrapassado. Parece que levou uma facada no coração. É a humilhação suprema perante a mulher e os filhos ou perante ele próprio. Muitos resistem heroicamente na faixa da esquerda pensando para si: "aguenta, qu'eu tamém aguentei nove meses pa nacer".
3) Enquanto não perceberem que os limites legais de velocidade nas estradas estão completamente desajustados da realidade a situação não vai mudar. Eu, tal como 80% dos portugueses, não cumpro os limites de velocidade. Acho-os estúpidos e desajustados da realidade. Não me vão convencer a andar a 50 Km/h no Campo Grande da mesma maneira que não me convencem a andar a 120 Km/h nas auto-estradas. São limites que estão demasiado longe da realidade para que possamos cumpri-los.
4)A velocidade a que se circula deverá ter em conta diversos factores tais como as condições dos veículos, das estradas, meteorológicas, a experiência, o talento e o estado físico e mental de quem conduz. Muitas vezes circula-se em excesso de velocidade estando-se abaixo dos limites legais.
5) As escolas de condução cumprem um mau serviço. Ensinam mal e, principalmente, ensinam pouco. Não ensinam os futuros condutores a guiar em más condições atmosféricas, a medir distâncias numa ultrapassagem ou a controlar os veículos em situações limite ou de emergência. No entanto, chumbam quem não souber arrumar um carro à primeira. Isso sim, é importante.
6) As autoridades também não ajudam. Em lugar da lógica preventiva continuam a preferir a repressiva. O espírito do geninho escondido atrás da moita, cheio de radares ou com carros disfarçados numa de apanhar (à porco) o criminoso condutor que vai a 53 Km/h numa via de 3 faixas, melhor que muitas auto-estradas deste país. Tratassem de se apresentar bem visíveis nas estradas e locais potencialmente mais perigosos e veriam resultados bem mais satisfatórios.
7) Em relação ao alcool, concordo com todas as acções preventivas e repressivas. É uma das causas principais e não se pode mesmo facilitar. E acho que as penas deveriam mesmo ser mais radicais. Ou isso ou então criar cursos de condução para pessoas embriagadas. Acreditem que esgotavam as matrículas.



